O desperdício de materiais no canteiro de obras é uma das maiores ineficiências da construção civil, impactando custos, cronogramas, produtividade e sustentabilidade.
Pesquisas indicam que até 30–40% dos materiais utilizados em uma obra podem ser desperdiçados quando não há controle rigoroso de processos, um percentual que representa perdas financeiras significativas e desafios operacionais persistentes para construtoras no Brasil e no mundo.
Logo, reduzir desperdícios deixou de ser apenas uma boa prática, tornou-se um imperativo competitivo.
De forma resumida, é possível dizer que o desperdício de materiais está diretamente ligado à forma como os projetos são elaborados.
Para se ter uma ideia, globalmente, a construção e demolição geram mais de 2,2 bilhões de toneladas de resíduos por ano, o que demonstra a magnitude do problema em escala mundial.
Somando a esse ponto, no Brasil, mesmo com capacidade técnica instalada para reciclagem, apenas cerca de 21% dos resíduos da construção civil são efetivamente reaproveitados.
Mas, afinal, como usar a tecnologia para reduzir o desperdício de materiais em canteiros? A seguir mostramos alguns exemplos:
Um dos maiores fatores que levam ao desperdício é a estimativa imprecisa dos quantitativos. Projetos que sofrem alterações continuam sendo orçados com dados defasados ou incompletos.
Dessa forma, soluções tecnológicas integradas, como plataformas ERP especializadas no setor da construção, tornam-se úteis por possibilitarem orçamentos mais precisos com base em históricos reais de consumo, dados de produtividade e composições de custos atualizadas. Isso reduz compras excessivas e minimiza o risco de sobra de materiais em obra.
Aliás, vale ressaltar que estudos relacionados ao uso de técnicas de modelagem e integração de dados mostram que a adoção de ferramentas digitais, como BIM, pode reduzir custos totais de um projeto em até 15–20%.
Quando o canteiro conta apenas com controles manuais ou planilhas desconectadas, há atraso no registro de dados e pouca visibilidade sobre o que está sendo realmente consumido. Algo que frequentemente resulta em:
Por sorte, a tecnologia permite que entradas e saídas de materiais sejam registradas em tempo real, com rastreabilidade por lote e integração direta com o planejamento. Sendo assim, se evita que até 30% dos materiais entregues ao canteiro acabem como desperdício sem uso eficiente.
Falhas de comunicação entre o planejamento no escritório e a execução no campo geram retrabalho que, por si só, já representa uma forma significativa de desperdício.
Estudos nacionais revelam que componentes como argamassa podem apresentar perda significativa em certos contextos quando não há um controle rigoroso de campos, medições e alinhamento de equipes.
Portanto, plataformas integradas que conectam orçamento, cronograma e consumo para dar acesso à mesma versão dos dados para todos os envolvidos, reduzindo falhas de comunicação e evitando duplicidades de pedidos e retrabalho.
Não basta apenas coletar dados, é preciso analisá-los e transformá-los em informação estratégica. Ferramentas de Business Intelligence permitem que construtoras:
Soluções móveis e digitais permitem que medições de consumo e apontamentos de produção sejam feitos diretamente no campo, com as seguintes atualizações imediatas:
Embora o desperdício seja frequentemente tratado como um problema operacional, seu impacto é diretamente estratégico. Quando estudos apontam que o desperdício pode elevar o custo total da obra em até 10–30%, isso significa redução direta na margem de contribuição do empreendimento.
Em contratos de médio e grande porte, pequenas variações percentuais no consumo de materiais podem representar milhões de reais ao longo do portfólio anual da construtora. Além do mais, o excesso de compras imobiliza capital de giro, compromete fluxo de caixa e reduz capacidade de investimento em novas obras.
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