No ambiente competitivo e complexo do setor da construção, a busca por produtividade, precisão e redução de custos é constante, e a automação de processos, seja por meio de tecnologias digitais, algoritmos de inteligência artificial ou equipamentos robotizados, está mudando a forma como projetos são planejados, executados e entregues.
Todavia, vale ressaltar que essa transformação não é apenas uma tendência tecnológica, mas uma resposta pragmática a desafios estruturais da construção moderna. Quer saber como? Então leia o texto a seguir.
Tradicionalmente, a construção civil tem sido uma das indústrias com menor produtividade quando comparada a outros setores, como manufatura ou agricultura, e muito disso se deve à natureza problemática dos processos, dependência de tarefas manuais e variabilidade intensa entre obras.
Não à toa, estudos da Mckinsey & Company indicam que a produtividade da construção nos Estados Unidos quase não mudou entre 1947 e 2010, enquanto outras áreas registraram aumentos expressivos nesse período
Dentre os principais fatores que tornam a automação tão importante é preciso destacar os seguintes:
Um dos maiores causadores de retrabalho em projetos de construção são conflitos de projeto ou incoerências entre disciplinas (por exemplo, entre arquitetônico e estrutural).
Logo, ferramentas como BIM (Building Information Modeling), que são formas de automação digital, se tornam úteis para facilitar a coordenação entre equipes antes mesmo da obra começar, permitindo a identificação de clashes e inconsistências em modelos digitais integrados.
Aliás, segundo a Project Mark, empresas que adotam BIM relatam até 60% de queda nesses problemas quando usado de forma integrada.
Para tarefas repetitivas e suscetíveis a erros humanos, como nivelamento, moldagem ou movimentação de materiais, equipamentos automatizados e robóticos não apenas executam com precisão consistentemente maior, mas também completam essas tarefas em menos tempo do que equipes manuais.
Sistemas de automação que incorporam algoritmos de inteligência artificial podem revistar modelos, documentos e medições com precisão maior do que uma análise manual tradicional.
Inclusive, estudos recentes apontam que a adoção de ferramentas de IA em estimativas reduz erros de cálculo em até 25%, o que diminui a necessidade de revisões e retrabalhos posteriores.
Dados indicam que tecnologias automatizadas podem reduzir custos de mão de obra entre 20% e 35% em determinados contextos, especialmente em processos repetitivos de montagem ou fabricação de componentes.
Isso porque a automação permite alocar mão de obra humana para atividades que exigem julgamento técnico e criativo, enquanto tarefas repetitivas passam a ser executadas por máquinas ou sistemas digitais.
Um estudo da Digital Construction Today de 2024 mostrou que a automação pode reduzir o consumo de energia em até 20% por meio de controle mais preciso das operações e menor desperdício de ciclos produtivos.
Além disso, há uma redução de retrabalhos e de desperdício de materiais, o que também contribui para a sustentabilidade. Afinal, ocorre menos emissão de carbono e melhor desempenho ambiental geral, aspectos cada vez mais exigidos por clientes e reguladores.
De forma prática, a automação traz um impacto direto na velocidade de execução e retorno sobre o investimento (ROI).
Projetos que adotam tecnologias automatizadas frequentemente reportam ROI positivo já entre 12 e 24 meses após a implementação dependendo do escopo tecnológico.
Apesar dos benefícios claros, a adoção de automação enfrenta alguns desafios, e dentre os principais estão:
A escassez de profissionais com domínio em tecnologias digitais é uma das principais complicações.
Em 2022, por exemplo, cerca de 88% dos gestores em construção apontaram dificuldades de recrutamento de profissionais qualificados, o que impacta diretamente prazos, qualidade e retrabalhos.
A automação exige processos bem definidos, e em empresas onde fluxos ainda são informais ou dependem excessivamente de decisões individuais, a digitalização tende a encontrar obstáculos.
Sendo assim, antes da adoção tecnológica, é necessário mapear fluxos, identificar gargalos e estruturar indicadores de desempenho.
A construção civil envolve múltiplos stakeholders: incorporadoras, construtoras, projetistas, fornecedores e subcontratados.
Em virtude disso, quando apenas parte da cadeia adota automação, passam a existir várias rupturas estruturais.
No Ecossistema PSA, unimos mais de 20 anos de experiência em tecnologia aplicada à construção civil, com uma abordagem estratégica e orientada a resultados.
Nosso compromisso é ajudar empresas a evoluírem seus processos, integrarem sistemas de gestão e adotarem soluções digitais que gerem eficiência, precisão e competitividade em um mercado cada vez mais exigente.
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