No contexto atual da construção civil, pressionada por desafios crescentes de eficiência, sustentabilidade e controle de custos, tecnologias digitais deixam de ser diferencial para se tornar elemento essencial na gestão de projetos.
Entre essas, o Building Information Modeling (BIM) 5D, vem revolucionando a forma como projetos são planejados, orçados e executados. Quer saber mais sobre o tema? Então leia o texto a seguir.
Tradicionalmente, o modelo BIM em 3D representa a geometria física de um projeto, o “o que será construído”. Todavia, quando se incorpora o tempo (4D) e o custo (5D), o modelo passa a responder também a questões como “quando será feito” e “quanto vai custar”.
Sendo mais específico, o BIM 5D integra informações de volume e especificação de materiais diretamente com as métricas de custo e cronograma, criando uma base de dados única e dinâmica que acompanha o projeto desde a concepção até a execução.
Com isso, nesse tipo de BIM, cada componente do modelo tem associadas informações de quantidade, preço unitário e custo total, que são recalculadas automaticamente sempre que há qualquer alteração no projeto. Ou seja, ao alterar um elemento estrutural, de acabamento ou de sistemas prediais, o orçamento e a lista de compras são atualizados em tempo real, sem retrabalho manual ou checagens custosas de planilhas.
Antes de discutir como o BIM 5D reduz desperdícios, é importante entender a dimensão do problema.
O desperdício de materiais ainda é uma das grandes fontes de perda de valor na construção civil. No Brasil, diversos estudos indicam que entre 10 % e 30 % dos materiais comprados terminam descartados ou não aproveitados no canteiro de obras, gerando impactos tanto financeiros quanto ambientais.
Outras pesquisas chegam a estimar índices ainda mais alarmantes de 30 % a 40 % de desperdício total no setor quando se considera o valor agregado ao projeto como um todo, incluindo tempo ocioso, retrabalho, logística inadequada e compra excessiva de materiais que não são usados conforme planejado.
Esses números não apenas drenam lucro, mas também têm impacto ambiental, porque envolvem consumo de recursos naturais, emissões associadas à produção e transporte de materiais, e geração de resíduos que muitas vezes vão parar em aterros sem reaproveitamento adequado.
Um dos maiores benefícios do BIM 5D é a automação da extração de quantitativos, o processo conhecido como quantity takeoff.
Em vez de depender de medições manuais a partir de desenhos ou planilhas, o modelo BIM lê diretamente cada elemento do projeto e calcula o volume e as quantidades de materiais necessários.
Esse processo automatizado gera listas de compras precisas, alinhadas com o projeto atual, e não com versões desatualizadas de desenhos.
A automação de listas de compras gera impactos diretos na redução de desperdícios em vários níveis:
Quando o modelo BIM 5D gera quantitativos precisos, as equipes de compras conseguem planejar aquisições com volumes otimizados. Isso reduz:
Erros de quantidade levam a retrabalho, correção de erros ou substituições caras, que geram desperdício de tempo e material.
A automação de quantitativos, dessa forma, torna-se útil por reduzir drasticamente essas discrepâncias, já que elimina o erro humano inerente ao cálculo manual.
Integrado ao cronograma (4D) e ao custo (5D), o plano de compras permite programar entregas conforme a necessidade do canteiro, reduzindo a necessidade de armazenar grandes quantidades de materiais no local.
O BIM 5D permite comparar rapidamente cenários alternativos: por exemplo, escolher entre dois materiais com custos e prazos diferentes, e visualizar o impacto no custo total e no cronograma. Isso ajuda investidores e equipes técnicas a fazer escolhas que otimizam o desempenho.
Para empresas que operam mais de um empreendimento simultaneamente, a automação das listas permite padronizar processos de compra, criar parâmetros comparativos e identificar desvios entre obras. Essa visão consolidada facilita a gestão corporativa
Cada alteração no modelo que impacta quantitativos fica registrada, criando um histórico claro das mudanças, o que melhora a comunicação entre engenharia, suprimentos e financeiro.
No cenário atual da construção civil, empresas que desejam liderar a transformação digital do setor precisam de soluções integradas, práticas e especializadas.
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