Calendário de Obrigações Fiscais para 2026: um guia prático para empresas do setor da construção civil

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Calendário de obrigações fiscais

09/01/2026

Sumário

Para empresas com operações complexas, prazos múltiplos e volume expressivo de documentos fiscais, como as que atuam no setor de construção civil, entender e antecipar obrigações fiscais é essencial para evitar penalidades, otimizar processos internos ou até mesmo garantir aderência às novas regras.

E é justamente isso, inclusive, que faremos no texto a seguir. Portanto, confira o conteúdo abaixo e entenda as obrigações de 2026.

IBS e CBS

2026 marcará o início efetivo da transição fiscal prevista pela Reforma Tributária, estabelecida pela Emenda Constitucional nº 132 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025. Essa fase inicial funcionará como um ano‑teste, no qual os novos tributos (IBS e CBS) são inseridos no sistema tributário brasileiro para operacionalização e adaptação.

No caso, o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) é um tributo do tipo IVA (Imposto sobre Valor Agregado) que substituirá gradualmente impostos como ICMS, ISS, PIS e Cofins, com o objetivo de unificar a tributação sobre bens e serviços, simplificar a arrecadação e reduzir a cumulatividade.

Já o CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) é um tributo federal cumulativo que será destinado a substituir o PIS e a Cofins atualmente incidentes sobre faturamento. Diferentemente do IBS, a CBS incidirá de forma direta sobre a receita das empresas, com alíquotas fixas definidas pelo governo, e seu principal objetivo é garantir arrecadação estável e simplificar obrigações acessórias.

O que fazer a partir de janeiro de 2026?

Com as alterações citadas anteriormente, a partir de 1º de janeiro de 2026, as empresas deverão emitir documentos fiscais eletrônicos com campos específicos para destacar a CBS e o IBS em cada operação. Isso afeta diretamente:

  • NF‑e  (Nota Fiscal Eletrônica);
  • NFS‑e ( Nota Fiscal de Serviço Eletrônica);
  • CT‑e / CT‑e OS (Documentos eletrônicos de transporte de cargas e serviço);

Obrigatoriedade de novas declarações e leiautes técnicos

Além da emissão de notas eletrônicas com novos campos, as empresas precisarão se preparar para submeter novas declarações e arquivos digitais, conforme os leiautes definidos por documentos técnicos oficiais, como a Declaração dos Regimes Específicos (DeRE).

Inscrição de pessoas físicas contribuintes no CNPJ

Outra novidade importante para 2026 é a exigência de que pessoas físicas que sejam contribuintes da CBS e do IBS se inscrevam no CNPJ a partir de julho do mesmo ano. Essa exigência visa facilitar a apuração dos tributos no novo sistema, mesmo que a natureza jurídica da pessoa não se altere.

Implicações operacionais para empresas da construção civil

Para empresas do setor da construção civil se adequarem à reforma, alguns pontos críticos de atenção incluem:

Revisão de processos e sistemas fiscais

A necessidade de adequar ERPs, sistemas de emissão de notas fiscais e plataformas de integração é um dos maiores desafios.

Afinal, a obrigatoriedade de eventos fiscais em tempo real, prevista para 2026, exige que a infraestrutura de TI e fiscal trabalhe de maneira sincronizada, com governança de dados robusta e integração entre sistemas corporativos e fiscos estadual/federal.

Treinamento de equipes e capacitação técnica

A transição tributária exige que as equipes estejam constantemente atualizadas. Especialistas fiscais e contábeis precisam compreender os novos leiautes e regras para garantir conformidade e precisão nos registros.

Ao mesmo tempo, as equipes de TI devem dominar os processos digitais e as rotinas de automação fiscal, assegurando que os sistemas corporativos estejam corretamente integrados com as exigências da lei.

Planejamento tributário e redução de riscos

Qualquer falha no cumprimento de obrigações acessórias ou na emissão correta de notas com destaque de tributos pode gerar passivos e contingências.

Assim, antecipar a avaliação de riscos, mapear processos e realizar simulações fiscais com base nas regras previstas, mesmo antes da publicação final de todas as normas, é uma estratégia prudente.

Quais são as consequências para as empresas que violarem o sistema de tributação?

Empresas que não cumprirem corretamente as obrigações fiscais ou que adotarem práticas inadequadas no novo sistema tributário podem enfrentar impactos significativos, como:

  • Autuações fiscais e processos administrativos que podem resultar em bloqueio de operações;
  • Juros e correção monetária sobre tributos pagos fora do prazo;
  • Riscos de contingências jurídicas em casos de não conformidade grave;
  • Impacto na reputação da empresa perante clientes, fornecedores e órgãos reguladores;
  • Dificuldade de acesso a financiamentos ou incentivos fiscais devido a pendências;
  • Aumento de custos operacionais com retrabalho, auditorias e adequações emergenciais.

Como o Ecossistema PSA pode apoiar empresas da construção civil em 2026?

Diante das mudanças fiscais e das novas obrigações previstas para 2026, contar com soluções tecnológicas e consultivas especializadas se torna essencial para empresas do setor da construção civil.

Por sorte, o Ecossistema PSA atua como um verdadeiro hub de soluções, integrando tecnologia e expertise para transformar processos e ampliar a competitividade.

Com mais de 900 projetos realizados e parceria autorizada da Softplan, a PSA oferece ferramentas e suporte que ajudam a adaptar sistemas em meio às novas regras tributárias.

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